Relutei, em diversas edições da Feira do Livro, em lhe pedir um autógrafo. Menos pelo tamanho das filas, que sempre se formavam a frente dele, do que pela minha incompreensão na atitude que consiste em se chegar a alguém que nem se conhece pessoalmente e pedir que assine um livro.
A questão é que em todas as oportunidades, deixava sempre pro ano seguinte. Sim, eu tinha certeza que ele estaria com livro novo no ano seguinte. Afinal, foram mais de 70. E ele era um Imortal.
[O Capitão prepara-se para partir. Um dia haverá de desenhar-se assim: de pé, na proa, a cabeça erguida, o olhar penetrante sondando a escuridão; um dia, quando houver tempo para a arte].
O exército de um homem só (Moacyr Scliar, 1937-2011)










